A Polícia Civil de Alagoas apresentou, durante entrevista coletiva à imprensa na tarde desta segunda-feira, 5, um suspeito e dois acusados pela autoria material do assassinato do agropecuarista e advogado Reyneri Pimentel Canales, ocorrido em agosto passado, em um haras no município de Palmeira dos Índios.
Foram presos o cabo da Polícia Militar Rogério Ferreira dos Santos, conhecido como cabo Lelo e Eli de Oliveira de Almeida, 52 e estão foragidos José Correia da Rocha e Paulo Araújo, 25. Segundo a polícia, o grupo é acusado de integrar uma quadrilha de ‘matadores de aluguel’, responsável por vários homicídios na região de Palmeira dos Índios.
De acordo com o delegado Flávio Saraiva, diretor de Polícia Judiciária da Área 2, apenas 70% do inquérito está concluído. “Ainda estamos investigando, por exemplo, a participação de Josenildo João da Silva, que também foi preso durante a operação, no crime”. Segundo o delegado, após ter o pai agredido por Reyneri, Josenildo teria matado um cavalo de raça do agropecuarista e o ameaçado de morte poucos dias antes do homicídio.
O delegado regional da 5ª Delegacia Regional de Polícia, Manoel Wanderley, acrescentou que Reyneri tinha fama de ‘valente’ e, por conta disso, possuía várias inimizades, o que dificultou as investigações. A polícia chegou aos acusados após a interceptação de telefonemas onde os integrantes da quadrilha combinaram o homicídio.
“No dia do crime, pessoas confirmaram que o cabo Lelo, responsável por levar às armas utilizadas no homicídio aos demais acusados, foi visto várias vezes rondando a residência da vítima”, revelou o delegado, acrescentando que uma dessas testemunhas será incluída no Programa de Proteção a Testemunha.
Apesar da prisão de parte dos autores materiais do crime, ocorrida no dia 1º de novembro, em Palmeira dos Índios, a polícia disse que ainda não pode revelar detalhes sobre o autor ou autores intelectuais do homicídio. “O que já podemos confirmar é que a quadrilha foi contratada para matar o Reyneri”, disse Wanderley, acrescentando que a vítima devia R$ 18 mil a José Correia, um dos foragidos.
Em relação ao grupo preso em setembro passado com um revólver calibre 38, uma espingarda 12 e uma balaclava, a polícia descartou a participação dele no homicídio, mas, afirmou que o grupo é acusado de porte ilegal de arma de fogo e de outros crimes no Litoral Norte do Estado.
Participaram da coletiva, o delegado geral da PC, Paulo Cerqueira, o delegado Flávio Saraiva, diretor de Polícia Judiciária da Área 2 (DPJA 2) e o delegado regional da 5ª Delegacia Regional de Polícia, Manoel Wanderley. A operação de captura dos acusados teve a a participação de policiais do DPJA 2, da 5ª DRP, do Núcleo de Inteligência (NI) e do Tigre, da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic).
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