Alagoas teve, em 2011, 350 novos casos de Aids – 46 a mais que em 2010 –, com o total de 116 óbitos. Visando diminuir esses índices, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) deu início nesta segunda-feira (5), a uma oficina para discussão do Plano de Ações e Metas (PAM) de 2013. O evento, que prossegue na terça (6), acontece no Hotel Ritz Suítes, em Cruz das Almas.
Na ocasião, foi apresentado o perfil da doença, que tem se mostrado mais prevalente na faixa etária de 30 a 39 anos. Segundo a diretora de Vigilância Epidemiológica, Cleide Moreira, no entanto, a enfermidade vem acometendo todas as idades. “A prevalência é entre os adultos, mas temos visto outros grupos, como o de mais de 60 anos, e ainda com uma alta mortalidade”, disse.
Ela ressaltou que, diante do quadro, a atividade tem como objetivo debater e determinar as diretrizes para o próximo ano. “Esse é o momento para construção de uma estratégia que será implementada já com as mudanças do SUS [Sistema Único de Saúde]. O PAM DTS/Aids terá novas ações, já com a definição dos serviços e a possibilidade de novas parcerias”, afirmou a gestora.
Nesse sentido, o diretor de Análise de Situação de Saúde da Sesau, Herbert Charles, apresentou a nova legislação do SUS, definida pelo Decreto nº 7508. O documento regulamenta a Lei nº 8.080, de 1990, e dispõe sobre a organização, o planejamento, a assistência à saúde e a articulação interfederativa na área, tendo em vista melhorar o acesso da população.
A programação contou também com uma exposição sobre a execução do PAM 2012. Além disso, foram realizadas ainda apresentações a respeito das reuniões nacionais com as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e com os coordenadores estaduais de Vigilância Epidemiológica – esta última comandada pela representante do Ministério da Saúde (MS), Sandra Miguel.
De acordo com ela, a situação da Aids em Alagoas segue a tendência vista nos estados do Norte e Nordeste. “Os índices de Alagoas estão dentro da média da região, que, assim como o Norte, tem médias acima das registradas no Brasil. Por isso, o ministério está priorizando as duas regiões e é necessário um planejamento mais específico, feito localmente”, expôs.
A proposta para o Plano de Ações e Metas do próximo ano será fechada nesta terça-feira (6), após as discussões em grupo, que vão priorizar os campos da gestão, prevenção e assistência. Ainda no mesmo dia, acontece um tira dúvidas sobre os sistemas utilizados no programa de controle de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs)/Aids.
Participaram da oficina representantes dos serviços de referência para a Aids, como o Hospital Universitário (HU), técnicos estaduais, municípios que possuem o PAM (Maceió, Palmeira dos Índios, União dos Palmares, Penedo, Arapiraca) e Organizações Não Governamentais (ONGs)
Dados - Das 350 notificações feitas em 2011, 215 dizem respeito ao sexo masculino e 135 ao feminino. Além da incidência, a taxa de óbitos também é maior entre os homens, com 69 mortes – contra 47 entre as mulheres. Os casos foram registrados em 42 municípios alagoanos, sendo a maioria na Região Metropolitana de Maceió.
Já entre as gestantes foram 81 notificações, com o aumento da descoberta no momento do parto. “Isso mostra que a estratégia do teste rápido nas maternidades está funcionando. Agora temos que concentrar o trabalho no pré-natal”, ressaltou a técnica da Sesau Denise Leão, lembrando que 86,4% dessas mulheres realizaram o acompanhamento durante a gestão.
Fonte: Ascom/Sesau
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